Crónica de um Bravo do Pelotão por Terras Helvéticas

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Após quase 20 anos de intensa actividade cerebral em áreas totalmente diferentes, dei por mim a meditar (isto porque com o avançar da idade vamos pensando mais e melhor sobre o verdadeiro significado da vida) sobre a necessidade de umas férias, ou seja, passar a realizar uma actividade meramente braçal e de preferência longe de Portugal, uma vez que são melhor remuneradas.

Vai daí, toca a ligar aos diferentes amigos (sim, porque é nestas alturas que devemos fazer “uso” dos mesmos), espalhados um pouco por toda a Europa.

Após analisar as diferentes alternativas, optei pelas Terras Helvéticas uma vez que nunca tinha feito até à data férias na neve por um período tão longo.

Encontro-me desde o dia 15 de novembro, na zona alemã, perto da cidade fundada pelo monge Gallus (vejam se adivinham) a curtir as minhas merecidas férias, penso eu de que 😊.

Tal como referido anteriormente não pretendia expor os meus neurónios a qualquer tipo de actividade, exceptuando as básicas, pelo que passo as minhas férias numa cozinha. Não, não é o que estão a pensar, embora muito dotado no que toca à culinária, não sou cozinheiro, dá muito que pensar e envolve muito stress, pelo que optei por uma actividade mais básica, mais braçal (que vai ao encontro do pretendido e que mediou a minha decisão); actividade essa, que serve para "dar vida" aos tachos, panelas, talheres e não só, chamem-lhe o que quiserem e ainda por cima sou bem remunerado (atendendo aos padrões nacionais).

Não percebo um cor.. de alemão, nem faço questão de aprender, pelo que no dia a dia, comunico com os meus companheiros de férias em inglês, francês, espanhol, italiano, portunhol, gestos, e uma mistura de todas, que nem sei que língua dá. O certo, é que bem ou mal, a malta vai se entendendo.

Não vou entrar em pormenores sobre um dia de férias bem passado, nem sobre os próprios suíços, isto porque daria pano para novas crónicas, tal é a distância que nos separa deles e o objectivo desta crónica é sobretudo falar-vos do trabalho que arranjei.

Pois é, meus amigos, há vícios que não se perdem, independentemente do local onde estejamos e dos meios colocados à nossa disposição, enfim, como o próprio nome indica, vícios 😊.

O meu maior vício, é o trabalho e tal como em Portugal trabalhava todos os Sábados e eventualmente aos Domingos, lá consegui esta semana, matar o meu, pelo que remeto uma série de fotos tiradas com o meu telemóvel LG Cookie com câmara de 3.0 mega (para quê comprar uma câmara, a ideia ainda me ocorreu 😊)

Foi um trabalho árduo, como poderão constatar pelas fotos. Uma vez que não sei se me vou habituar a esta vida de “dolce fare niente”, ainda não optei por mandar vir o meu instrumento de trabalho, pelo que recorri ao do meu amigo, neste caso uma GIANT GBR 500 com 7x3, suspensão frontal (amostra), travões com calços gastos, mas com um pormenor interessante, vejam se adivinham, sim, é isso mesmo, tava a ver que não descobriam (mas em todo o caso, enviem um email para bravosdopelotao@sapo.pt a confirmar a resposta e posteriormente a mesma será aposta no site BDP. Notar que o facto de acertar, não dá direito a qualquer tipo de prémio 😊). Parafraseando adulteradamente a RFM “Há séculos que não via isto”.

As fotos embora não transpareçam (o telemóvel até nem é mau e descobri recentemente por necessidade novas funções), foram tiradas num dia de mau tempo, com temperatura perto de 10º negativos, com muita queda de neve e vento à mistura (parecia que estava a fazer uma sessão de acupunctura facial, muito pior que saraiva a bater de frente). Mas como diz o adágio (alterado) “quem sofre por gosto, não sofre” e o meu objectivo (entre outros) era partilhar convosco este momento e fazer-vos desejar estarem cá.

Para além disso, constatei que este telemóvel possui vida própria, isto é, não fui responsável por qualquer retoque nas fotos, apenas me limitei a disparar, pelo que algumas até apresentam umas tonalidades engraçadas.

Não posso acabar esta crónica sem vos contar um pequeno segredo. Como mencionado, estava um frio de rachar, neve a cair e vento a soprar, um espetáculo, e por “olvidamiento” (bem sei que não se escreve assim), não trouxe qualquer agasalho de Portugal para a minha cabeça e sobretudo para as minhas orelhas. Como bom português que sou (somos conhecidos pelo nosso desenrascanço), saquei de uns boxers em lycra (por usar, mas se tivessem sido usados era a mesma coisa, desde que estivessem lavados) e vai daí, enfiei a cabeça por uma das pernas e enrolei a outra atrás na nuca. Acreditem ou não (experimentem), resulta, qual frio, qual quê e as orelhas agradeceram.

Para finalizar e uma vez que realmente o alemão não é propriamente uma língua que eu admire (trauma da 2ª guerra mundial e holocausto), estou a ponderar continuar as minhas férias por Terras Helvéticas, mas na zona francesa (Fribourg , Genève, Jura, Neuchâtel, Valais, Vaud), de preferência perto de aeroportos servidos pela Easyjet ou Airberlin já que a Ryanair não põe cá os pés. Sendo assim, se conhecerem alguém disponível para prolongar estas minhas férias, façam a gentileza de transmitir o meu email (bravosdopelotao@sapo.pt ). Obrigado.


Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira

Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…

Podem visualizar esta crónica com os respetivos comentários às fotos no FORUM BTT. Ler o post (resposta) #01.