Subjuguei dois lagos e uma antena sorriu…

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Devo ter algum fascínio pelo número três, ou Deus gosta de me provar que “Três foi a conta que Deus fez” uma vez que novamente voltei a rolar após três semanas.

No dia anterior tinha sido Feriado Nacional aqui nas Terras Helvéticas, pelo que para não fugir à regra, a noite foi longa (nem vale a pena falar nos pormenores, o costume 😊), mas como a abstinência forçada por motivos climatéricos de rolar era muita, este Bravo jurou a si próprio que rolaria independentemente do estado do tempo (claro que já sabia que no dia seguinte iria estar um dia fantástico, daí não querer perder a oportunidade, e até para não ficar com remorsos ou peso na consciência, uma vez que não sabia quando iria voltar a ter um dia soalheiro).

Como a “fome de rolar” era tanta, planeei via Google Earth uma volta três em um, ou seja, visitar os dois lagos em falta, aludidos na crónica 005 (Sämtisersee 1’209 mts e Fälensee 1’452 mts) e ainda dar uma saltada ao Hoher Kosten 1’791 mts (antena).

Conforme poderão ver pelo relato fotográfico e respectivos comentários, não se “deve ir ao pote com muita sede” ou ainda na gíria doméstica “não se deve fazer compras com o estômago vazio”.

Sendo um Bravo do Pelotão dos sete costados, como sempre, nada como provar se estes empirismos têm algum fundamento 😊.

Tendo passado pela experiência do primeiro lago, julguei “erradamente” que o objectivo traçado eram “favas contadas”, mas acabei por “pagar as favas” da minha “gula betetistica”.

Tempo quente, sol que não dava tréguas (a torrar a moina), desidratação (esta zona ao invés da outra não possuía pontos de água corrente), kms sempre a subir (em esforço), tudo ingredientes que mais tarde ou mais cedo conduzem aos sintomas de cãibras, neste caso nas coxas.

Como betetista com alguns kms rodados em solitário, levo sempre no camelbak (em português é um must, camelo de volta), entre outras coisas, uns quantos “Ben-u-ron 1000”. Basta tomar um e passado 15 a 30 minutos, a situação fica resolvida.

Nessa altura virei-me para o Hoher Kosten (antena), esta sorriu e deve ter dito qualquer coisa do género “…querias, não querias, mas ainda não é desta que m’apanhas…”. Tive que me resignar ao facto, mas isto não vai ficar assim, já me conhecem, sendo que já se encontra na forja o episódio três (lá está ele novamente, o número) da série [Um Bravo do Pelotão against Säntis].

A ida ao Fälensee como poderão constatar pelas fotos, foi uma “Subida ao Inferno”, mas foi a forma encontrada, para além do objectivo inicialmente traçado, de apaziguar o meu “ego betetista”. Os entendidos (que já passaram por isto), sabem bem do que estou a falar, daquela voz que não pára de nos matracar o cérebro (ir ou não ir). Bem sei que me martirizei, que sofri como já há muito não…, mas tinha de lá chegar e fazer os respectivos registos da praxe (para deleite de quem me segue), uma vez que não sei quanto tempo mais irei ficar por estas paragens.

O caminho faz-se caminhando e é sempre uma surpresa aquilo que encontramos no fim. Neste caso, valeu mesmo a pena (as fotos falam por si).

Embora não tenha conseguido ir ao Hoher Kosten (antena), esta volta ficará gravada (à semelhança de outras) na minha memória, pela capacidade que realmente a mente humana tem de superar os desafios físicos.

Não me posso esquecer que por vezes, nada como a experiência para entender o significado da Bíblia.

Realmente a gula é um pecado mortal 😊.


Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira

Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…

Podem visualizar esta crónica com os respectivos comentários às fotos no FORUM BTT. Ler o post (resposta) #23.