Les Pléiades ou quando um Bravo vira terronauta

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Que raio de título para uma crónica, pensarão alguns dos leitores, mas os mais perspicazes conseguiram entender qual a simbologia associada ao mesmo. Fico a aguardar respostas 😊.

Como sabem, nesta altura do ano é muito complicado andar de bicicleta nesta zona, uma vez que não obstante a quantidade de neve existente nos trilhos, temos ainda de penar sob o efeito das baixas temperaturas (de -5ºC a -15ºC, isto durante o dia).

Lausanne e toda a área em redor do “Lac Léman” têm para além disso ainda outra agravante que dificulta ou impede a prática de BTT durante o inverno e que dá pelo nome de “Bise”. Trata-se de um vento frio que desce das montanhas suíças a Nordeste e que depois se abate sobre as margens do lago. A título de exemplo, um destes dias efetuei uma caminhada nos arredores da cidade, saí com uma temperatura de -10ºC e após alguns quilómetros regressei à base, não porque estivesse com frio, mas porque devido a esse vento, todo o meu rosto (sobretudo a zona do queixo), tinha ficado insensível, à semelhança do que acontece quando um dentista nos espeta uma ou duas injeções para anestesiar a zona a tratar. Agora imaginem, o que é pedalar com essas condições.

Uma vez que não consigo com este frio satisfazer o meu vício e como ainda não exerço uma atividade regulamentada, há que arranjar outras formas de poder “rolar” em montanha.

Como já tiveram oportunidade de ler em crónicas anteriores, sou adepto das caminhadas, pelo que mais uma vez relato a última efetuada. Esta iniciou nos 1’405 mts (Les Pléiades) e terminou nos 621 mts (Blonay), tendo realizado cerca de 9 kms.

O dia estava fantástico com temperaturas na ordem dos 5º a 7ºC e S.Pedro esteve muito bem, conforme poderão constatar nas fotos.

Após este interregno forçado de quase 2 meses, esta caminhada soube mesmo muito bem e permitiu-me ter uma ideia de como é estar e andar lá em cima. Há muito por onde escolher e inclusive já tenho em meu poder um mapa topográfico que indica todos os caminhos pedestres existentes, desde Vevey até Montreux e arredores (a ideia é tentar conciliar trilhos de caminhadas com BTT, a ver vamos se é exequível).

Gostei muito da estação de ski “Les Pléiades” pelo fato de ter pouca gente e ter boas pistas (compridas Q.B), isto para quem se quiser iniciar nestes domínios. Em minha opinião, uma boa alternativa às estâncias mais concorridas que ficam na periferia.


Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira

Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…

Podem visualizar esta crónica com os respectivos comentários às fotos no FORUM BTT. Ler o post (resposta) #112.