Da Torre D’Aï não vislumbrei dragões alados mas sim serpentes

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Desta vez na minha “lotaria mental de voltas”, saiu-me uma ida à Torre D’Aï a 2’331 mts.

Como a anterior crónica tinha sido efetuada a pé, achei melhor e para não vos maçar, efetuar e relatar esta nova crónica sob a perspetiva betetistica, sob pena de não ser considerado por alguns leitores como um “berdadeiro betetista” 😊.

Como não podia ir com a minha fiel amiga até ao topo, acabei por delinear um track (exequível) que me conduzisse o mais alto possível, neste caso ao restaurante rotativo “Kuklos” a 2’048 mts.

Sabia de antemão (como sempre graças a meios expeditos) que o dia ia estar fantástico, como constatarão pelas fotos.

Arranquei de comboio por volta das 8h00 com destino a Aigle (ponto de partida) a 406 mts. Foi a minha primeira experiência em transportar a bicla de comboio (tirei-lhe a virgindade) e afinal não foi nada complicado, pena termos de pagar o mesmo preço de bilhete de um adulto. Em minha opinião acho caro, devia haver um preço diferenciado para biclas (Swiss rules).

É ao fim de semana que se vê a verdadeira natureza “caminheira” dos Suiços. Na “Gare de Lausanne” era uma confusão de pessoas desde jovens a séniores (+ de 65 anos), todos equipados a preceito, com as suas mochilas, sticks, botas, etc… Também pudera, com tanta montanha para “desbravar”, quem é que consegue resistir (eu não de certeza).

Chegado a “Aigle” iniciei uma visita à cidade, vinhedos e respetivo castelo (o mais bonito que encontrei até hoje e já lá vão 5). Realmente para os amantes de montanha, isto é o paraíso pois temos tudo à mão.

Sabia que a volta não ia ser fácil pois o trajeto era sempre a subir, neste caso 28 kms a subir (sem qualquer plataforma para descanso), seguidos de 28 kms a descer. Para que tenham uma ideia do grau de dificuldade, demorei mais de 5horas a subir para depois efetuar o trilho inverso em cerca de 1 hora.

Realmente após o sacrifício (martírio) da subida fiquei um pouco desapontado por não ter atingido o meu objetivo (fiquei-me pelos 1’915 mts), mas quem é que ia adivinhar que nesta altura do ano ainda havia tanta neve.

Ao longo da subida foi encontrando imensos caminheiros que pelo ar de “astonishment”, (como sempre) me davam vivas de boa continuação, questionando-se como tinha aguentado chegar até ali.

Enquanto subia, amaldiçoei-me várias vezes, isto porque não “habia nexexidade”, mas talvez seja a minha natureza masoquista a falar mais alto do que a minha mente, vá se lá saber…

Tal como na vida também estes momentos são efémeros, pelo que no dia seguinte já estava a pensar na próxima loucura.


Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira

Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…

Podem visualizar esta crónica com os respetivos comentários às fotos no FORUM BTT. Ler o post (resposta) #161.