Évian-les-Bains ou a França aqui tão perto

Carousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel imageCarousel image

Sempre que me desloco a Ouchy (Porto de Lausanne) e caminho junto ao Lac Léman, vejo do outro lado as montanhas do “Pays de Gavot”, isto sempre que a bruma matinal assim o permite.

Desejoso de experimentar novas sensações e de não ficar limitado à Suiça, resolvi que já era mais do que tempo de fazer uma crónica que mostrasse a quem me segue o que podemos encontrar do outro lado do lago (betetisticamente falando).

Via Google Earth como não podia deixar de ser, delineei um trilho que me conduziria de Évian-les-Bains (375 mts) até ao “Pic des Mémises” (1’674 mts). A zona prometia em termos de relevo, mas vim a constatar “in loco” que “nem tudo o que luz é ouro”, pois mais uma vez voltei a sofrer os pecados da gula (nunca mais aprendo 😊).

Uma vez que sabia de antemão que teria de atravessar o lago (quer eu quer a minha fiel amiga, perdemos a virgindade nessa viagem), dirigi-me no dia anterior à bilheteira para tirar os respetivos bilhetes.

O dia prometia embora um pouco fresco para os 18ºC anunciados (corria vento e uma aragem fresca) e que durante a tarde subiriam para os 22ºC. Sendo assim, apenas vesti um jersey de manga curta e que se veio a manifestar como tendo sido uma má opção à medida que subia.

Enquanto subia, umas vezes por estrada e caminhos de terra batida e outras (demasiadas a meu ver) em asfalto, passavam por mim carrinhas e carros, carregados com biclas de downhill. No início não entendi muito bem, mas à medida que avançava, compreendia o porquê. Afinal não estamos assim tão longe das famosas pistas de “Morzine”, pena que para lá chegar e usufruir é necessário efetuar o trajeto em estrada asfaltada (+/- 40 kms). Ainda não perdi esperança de lá ir dar uma saltada, tão-somente preciso de uma boleia porque de bicla chego lá “morto”, tal é o grau de inclinação a vencer.

Apanhei o barco em Lausanne por volta das 07h40 e cheguei a Évian-les-Bains por volta das 08h15. Sei que para muitos isto é muito cedo, mas acreditem que os meus dois camaradas de viagem (biclas de roda fininha numa das fotos) apanharam um comboio em Basel às 05h00 da manhã e durante 2 semanas irão rolar pela França (embora admirado pelo feito espero aos 50 anos não me reconverter à roda fininha porque assim como nasci no monte, espero no monte acabar a minha carreira). Às 15h30 já estava de regresso, tendo realizado cerca de 48 kms.

Se me perguntarem se volto para estes lados, a resposta será não isto porque realmente esta zona é para “Downhillistas”… Considero-me um trepador por natureza, mas as subidas aqui foram feitas para serem efetuadas a descer, para além de que para se atingir patamares temos de atravessar muita zona asfaltada (não tenho nada contra o pessoal de roda fininha, mas é como digo, sou um “home do monte” e o meu prazer reside aí).

Bem sei que as fotos não transparecem essa realidade (dureza da volta), mas tal como na vida, apenas mostro o lado bom, sendo que o mau guardo o para mim, já que vai ser sempre objeto de uma interpretação, sempre relativa.


Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira

Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…

Podem visualizar esta crónica com os respetivos comentários às fotos no FORUM BTT. Ler o post (resposta) #170.