Chalet-à-Gobet a minha nova pista de treinos

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Diz o povo que “há males que vêm por bem” e não posso estar mais de acordo isto porque durante a semana tinha planeado ir rolar para os lados de Champéry que para quem não sabe faz parte dos percursos dos famosos trilhos de Morzine (um dos paraísos do BTT) e ao consultar as previsões do tempo para essa zona, verifiquei que iria cair chuva nesse dia.

Através de uns amigos fiquei a saber da existência de uma floresta (parque) não muito longe de Lausanne, mais conhecido por Chalet-à-Gobet e em que me diziam ser um excelente lugar para a prática de BTT no Verão e ski no Inverno.

Via internet recolhi informações dos trilhos BTT disponíveis (10 e 20 kms), mas como achei pouco (não saio de casa para distâncias tão curtas), acabei via Google Earth por delinear um track com +/- 50 kms.

Como jogava em casa dei-me à preguiça tendo iniciado a volta pelas 10h00. O dia estava maravilhoso, com muito sol mas sem queimar. Quando cheguei ao parque encontrei um centro desportivo que alugava biclas e tinha ao dispor dos utilizadores duas mangueiras para lavagem das mesmas (uma boa ideia).

A floresta em si é por assim dizer do tamanho de Braga (cidade) e no seu interior encontramos todo o tipo de trilhos (em terra, gravilha, asfalto, erva, aparas de madeira) e singles para todos os gostos.

Para além dos trilhos para BTT, o parque possui ainda trilhos diferenciados para caminhadas, corridas, pista de obstáculos, trilhos para passeios equestres, ou seja é um 5 em 1.

A única dificuldade encontrada foi a falta de pontos de “repérage”, isto porque em permanência estamos rodeados de árvores de diferentes alturas. Foi aqui que encontrei até hoje na Suíça a maior quantidade de betetistas num só lugar.

Descobrir este lugar foi um verdadeiro achado, isto porque sempre que não puder pedalar para os locais para onde pretendo, posso sempre afogar as mágoas nesta floresta. Será por assim dizer o meu circuito de manutenção nos dias de Inverno em que a neve não me deixa pedalar em alta montanha. Sei que alguns camaradas de armas (Bravos do Pelotão Team) ao lerem esta crónica pensarão que afinal sempre encontrei a minha “Volta dos tristes” 😊.

Para além do facto de estarmos sempre protegidos do sol no decorrer da volta devido às copas das árvores (ideal nos dias quentes de Verão) esta floresta cativa-nos pelas duas lagoas existentes (“Lac de Sauvabelin” 664 mts e “Étang de la Bressone” 850 mts), verdadeiros oásis que convidam à contemplação e meditação.

Uma vez que a paisagem era sempre similar em todo o parque, acabei por tirar poucos registos.

Embora tenha percorrido cerca de 53 kms, a volta é algo cansativa devido ao sobe e desce permanente. A altitude mínima foi de 515 mts e a máxima de 937 mts, sendo o acumulado de subida de 1’015 mts.


Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira

Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…

Podem visualizar esta crónica com os respetivos comentários às fotos no FORUM BTT. Ler o post (resposta) #173.