Mont Tendre, I will come back and I will kick your ass!

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A última vez que andei de bicla foi em Fevereiro aquando da minha estadia nas Terras Lusas, tendo optado durante este período por fazer caminhadas já que rolar em alta montanha é missão impossível. Aqui a neve e o frio não perdoam e como sabem detesto rolar em estrada.

Após este interregno, era com grande expetativa que aguardava um dia bom ou excelente para poder fruir de uma das minhas grandes paixões.

Como ainda nunca tinha rolado na zona do “Jura”, acabei por delinear um “track” que me conduzisse ao topo do “Mont Tendre” (1’679 mts). A volta iniciaria em “Montricher” (675 mts) e daí era sempre a subir gradualmente através de uma extensa floresta.

Jean de la Fontaine escreveu que “Cada um acredita, facilmente, no que teme e no que deseja”, pois bem, eu acreditei que não iria encontrar neve ao longo da volta e se porventura a encontrasse, passava-lhe por cima.

Nos primeiros kms da volta e até atingir os 1’000 mts, esta prometia pois o dia estava maravilhoso, calor Q.B., mas eis que a partir daqui as “coisas” começaram a complicar-se, isto é, começaram a surgir as primeiras manchas de neve.

Não há-de ser nada, pensei para comigo, mas à medida que avançava, notava que a quantidade de neve aumentava em espessura e extensão. A partir de certa altura, desmontei e a progressão fez-se a passo de caracol (não consultei a minha bola de cristal pelo que não trouxe as minhas raquetes).

Sempre pautei a minha existência por nunca desistir independentemente das vicissitudes encontradas, mas à medida que avançava e perante o cenário que agudizava, questionava-me se realmente valia a pena o esforço despendido, isto porque a cada passo dado enterrava-me cerca de 30 cms, para além de que ainda tinha que arrastar a minha fiel companheira.

Fui meditando, meditando, meditando, meditando e acreditando que o cenário iria melhorar até que tive de pôr um travão a este rebuliço interior e por volta dos 1’245 mts, resignei-me a voltar para trás e procurar uma alternativa que me permitisse rolar a uma altitude mais baixa.

Como estava no meio de uma floresta, era impossível ver o quer que seja acima das copas das árvores, pelo que após uma extensa descida encontrei um caminho que me permitiu regressar por um caminho alternativo à aldeia de “Montricher”.

Uma vez que o meu corpo e a minha mente clamavam por mais kms, acabei por não apanhar o comboio na aldeia, mas sim em “Morges”, isto é, uns 15 kms mais à frente.

No final acabei por realizar cerca de 40 kms. Soube a pouco pois o objetivo não foi cumprido, mas como diria o Arnold Schwarzenegger “I’ll be back” e o “Mont Tendre” que se prepare.


Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira

Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…

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