A última do ano era para ser no Mont Tendre, mas a neve não deixou

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Quem como eu, se dedica ao BTT, tem sempre na sua agenda “duas datas importantes”, a saber, a última do ano e a primeira do ano 😊; não, não se trata do que estão a pensar.

Segundo a meteorologia a temperatura iria andar perto dos -2°C e nas webcams das diferentes montanhas não vi neve nessa zona (pelo menos as copas das árvores não apresentavam sinais) e aqui nesta zona (JURA), falamos de árvores com cerca de 30 a 50 mts 😊.

Que se lixe! Disse para comigo, a última do ano merece este sacrifício e há quase 3 meses que não rolava (chuva, chuva, chuva e sempre chuva…)

A ideia era subir até ao Mont Tendre 1’679 mts e daí regressar a casa, num total de 45 kms.

Em Novembro de 2013 tinha lá estado em companhia do grande amigo Pereira.

“Amigo, quando é que cá regressas? Alembras-te, na altura prometi-te andares acima dos 2’000 mts mas hoje em dia se por cá andares, levar-te-ei bem perto dos 3’000 mts 😊”

Arranquei a volta em Montricher a 674 mts e lá fui subindo gradualmente até que aos 1’100 mts, tive o meu primeiro contacto com a neve.

Daí para a frente o trilho como podem ver nas fotos estava coberto de neve e gelo. Malhei como não podia deixar de ser, mas foi mais um “beijinho” à neve. A partir daí ainda andei com ela à mão durante uns 2 kms até que por volta dos 1’298 mts resolvi abortar e regressar a casa.

Se a subir não custou nada em termos de aguentar o frio (vinha com a indumentária de inverno), a descer o caso virou de figura, isto porque mesmo com proteção facial e luvas de BTT grossas pr’a caneco, rapei o maior frio até hoje nas mãos (pontas dos dedos gelaram) e no rosto (a pele ficou tão rija que deixei de ter sensações 😊).

Como reparam numa das fotos, Montricher fica por debaixo daquelas nuvens e aí não há sol, pelo que decidi aguardar 30 min pelo próximo comboio que me conduziria a casa.

O frio era tanto que o meu corpo entrou em regulação homeostática, sobretudo ao nível das coxas e do peito e julgo que essa situação fez com que a única pessoa que aguardava a chegada do comboio, olhasse para mim com uma cara que nem vos conto, pudera se calhar nunca tinha visto alguém a dançar “break dance” involuntariamente 😊.

Ao longo destes anos que por aqui levo, já aguentei muito frio (não me levem a mal, mas o frio de Portugal aqui é uma criança 😊), mas hoje foi mesmo especial e mais uma vez provei a mim próprio que as carnes por vezes tem de levar castigo, como diz o povo, o chamado “curtir das carnes”.

“En ce qui me concerne” dou por finda a época de BTT acima dos 700 mts e vou tratar agora no inicio do ano de colocar a máquina em revisão geral.

Até Abril 2020, se alguém me convidar para andar, vou apenas efetuar voltinhas em redor do “Lac Léman” e somente nos dias de muito sol e calor 😊.

Dados da volta

- Altitude máxima – 1’298 mts

- Altitude mínima – 675 mts

- N°total de kms – 20,50 😊

- Acumulado de subida – 623 mts 😊

Desejo a todos os “users e useras” desde espaço umas boas entradas em 2020, sobretudo com muita saúde, porque sem isso, o resto não tem qualquer valor.


Cumprimentos betetistas e até uma próxima crónica…

Alexandre Pereira

Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…

Podem visualizar esta crónica com os respetivos comentários às fotos no FORUM BTT. Ler o post (resposta) #926.