Regressei ao Chalet-à-Gobet nove anos depois


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Há séculos atrás, um rico homem de negócios chinês, proprietário de vários jornais, solicitou ao seu chefe de redação, que lhe escrevesse algo num bocado de papel. Apenas lhe deu como indicação que não queria nada de banal, mas sim: “uma fórmula positiva que garantisse a prosperidade à minha linhagem, que fosse motivo de alegria e nos desse vontade de viver!”.

O homem pegou numa folha de papel e escreveu. Ainda mal tinha acabado que o rico homem lhe tira a folha e lê o seguinte: “O pai morre, o filho morre, o neto morre”.

Furioso, o homem vira-se para o seu chefe e grita o seguinte: “Companheiro, pedi-te para escreveres algo que trouxesse alegria e prosperidade à minha família e tu escreves sobre a morte. Deveria mandar cortar-te as mãos!”

O chefe da redação, sorri: “Amigo, tens a cara em fogo, estás a cuspir veneno, mas deixa-me que te diga: se o teu filho, morrer antes de ti, será um grande infortúnio para ti e para a família. Se o teu neto, desaparecer antes do teu filho, também será um terrível fardo a suportar para ti, para ele e para toda a família. Se a tua família, geração após geração, desaparecer na ordem que escrevi, então, a vida seguirá um curso natural e a ordem das coisas será plenamente respeitada. Aqui tens, pois, a alegria e a prosperidade que me pediste”.

Inicio esta crónica com esta pequena história que li há tempos, algures, cujo autor desconheço, mas que me recordou que na vida, a felicidade de um homem, não pode ser expressa na desordem. Que há um curso natural das coisas, um significado, uma ordem. É, pois, nesta ordem das coisas que nos encaixamos. A felicidade vem sempre no seu próprio tempo.

Esta pequena história lembra-nos de uma forma muito simples que o mais importante na vida é ser feliz. A prosperidade não está na posse de coisas materiais, mas sim na própria vida.

Não sei se já repararam, mas por vezes, somente passados muitos anos (5 a 10) é que regresso a determinados locais (betetisticamente falando), no caso em apreço, regressei a Lausanne onde vivi durante 1,5 anos.

Esta volta não foi desenhada por mim, mas sim por um novo colega de voltas, de origem francesa, Frédéric ou Fred para os mais íntimos, que para além de praticar BTT com pneus de estrada 😉, pratica também parapente.

Como devem calcular, somente terei parceiro no outono e inverno, para as ditas voltas que chamo de “voltas à beira do lago”, já que nos outros meses o apelo da montanha será mais forte; para além de que a sua montada não está preparada para voltas em alta montanha.

Esta volta passou a fazer parte do meu cardápio de voltas treino (esta é a N°4), para fazer face ao longo período de inverno (novembro a abril) com que me defronto e em que rolar acima dos 1’500 mts se torna muito complicado por causa da neve e temperaturas mesmo baixas, e não estou a falar de zero graus 😉.

Vamos aos dados da volta.

- Altitude máxima – 903 mts

- Altitude mínima – 373 mts

- Acumulado de subida – 1’430 mts

- N° total de Kms – 59 kms

Como constatam, mesmo para uma volta dita à beira lago, o acumulado de subida não deixa dúvidas 😉.

Volta arranca em Morges (373 mts) e após muito sobe e pouco desce, chegamos ao nosso ponto mais alto, Parc Naturel du Jorat (903 mts), uma extensa floresta com cerca de 40 km2 e 1’134 espécies repertoriadas. Daí seguimos para o Chalet-à-Gobet, atravessamos Lausanne, para finalizar em Morges, tendo durante cerca de 5 kms rolado junto ao Lac Léman.

Quem segue estas crónicas sabe que não morro de amores por voltas realizadas abaixo dos 1’000 mts, daí que a quantidade de chapas tiradas reflete essa realidade.

Mas como um homem tem que manter a forma durante este período e para que a reprise não seja tão dolorosa aquando da abertura da época de caça 😉, obrigo-me a realizar este tipo de voltas, digamos que são o meu equivalente a aulas de spinning.


Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…


Alexandre Pereira

Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…


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